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O meu filho dava um livro...

... e vários filmes!!! Num elenco de luxo, temos como protagonista Salvador, nascido a 28.04.2010, em cenários da vida quotidiana. Registado no nosso dia-a-dia, por isso aconselha-se alguma prudência quando imaginar as cenas descritas: são bem reais..

O meu filho dava um livro...

... e vários filmes!!! Num elenco de luxo, temos como protagonista Salvador, nascido a 28.04.2010, em cenários da vida quotidiana. Registado no nosso dia-a-dia, por isso aconselha-se alguma prudência quando imaginar as cenas descritas: são bem reais..

Mergulho para… o castigo

Estava a descansar ao final da tarde, quando ouvi um barulho esquisito.

Pensei: «lá está ele a revirar e a despejar a caixa dos Legos. É bom que depois arrume.» Contudo, a gritaria que se seguiu prenunciava algo de diferente. Mas de tão diferente que nem me passaria pela cabeça…

 

Entram ele e o Pai no quarto, num silêncio sepulcral.

- Mostra lá à Mãe o que é que fizeste.

 

Ele entrega-me o tablet, mas como o quarto estava escuro, não percebi.

- O que foi? – Pergunto

 

O Pai acende a luz e na minha cabeça também se fez luz… antes tivesse ficado “às escuras”.

 

- Salvador, o que é que aconteceu ao teu tablet?!?!? – Pergunto ante a visão de um monitor com 3 arcos como se fossem o arco iris…. Mas de rachas.

- Eu atirei ele.

- Atiraste-o de onde?

- Dali, das madeiras lá para abaixo.

 

«Das madeiras lá para baixo» é do mezzanine para a sala… Um "mergulho" de uns bons 3 a 3,5 metros de altura.

 

- Então e agora, estás feliz? Vais ficar sem tablet, que o Pai e a Mãe não têm dinheiro para te comprar um tablet novo…

- E agora? – Interrompe o Pai – Agora vai ficar no quarto de castigo, a pensar no que fez e não há cá mais tablets ou computadores para jogar para este menino!

 

E ele ficou.

A atirar as coisas todas pelo ar, a chorar de raiva. Não descansei mais.

 

Levantei-me, obriguei-o a apanhar e arrumar tudo e lá ficou sentado na cama a pensar na vidinha… sem tablet.

 

- Porque é que atiraste o tablet? – Pergunto calmamente.

Responde-me com um encolher de ombros.

- Sabes que não vais voltar a ter tablet tão depressa? Esse é que é o teu verdadeiro castigo, não é estares aqui no quarto. O teu castigo é não haver mais tablets para o Salvador, que se comportou como um bebé, a atirar as coisas da varanda, quando na verdade já é um rapazinho com quase 5 anos. – explico-lhe antes de o deixar no quarto sozinho.

 

Fica a olhar para mim, com aquele olhar de carneiro mal morto que todos os miúdos parecem treinados para fazer quando estão de castigo.

 

Tenho pena, porque ele gostava muito de jogar e fazia jogos bastante elaborados quando comparados à idade dele. E já sabia mexer no meu computador e coordenar muito bem o rato...

Mas penas têm as galinhas e, por muito Mãe-galinha que eu seja, nada justifica este comportamento. 

 

 

Bubble explicado por entendido de 4 anos

- Qual é o objectivo do jogo?

- O que é um 'bjetivo, Mãe?

- É quando ganhas o jogo. Ganhas o jogo quando....?

- Bateres com uma bola nisto - e aponta para o alvo do jogo.

- Muito bem. E como é que fazes para conseguir isso?

- Tens que ir rebentado as bolas todas.

- E como é que elas rebentam?

- Quando bates com bolas da mesma cor nelas.

- Então, mas essa é da mesma cor e não rebentaram... 

- Têm que ser mais bolas da mesma cor, Mãe.

- E quantas bolas?- pergunto-lhe fingindo não saber que tem que ser um mínimo de 3.

- Num sei, mas algumas.

- E que bola é essa?

- Esta muda de cor, vês? Tem um arco íris dentro dela.

- Boa, Filho!! (rebentou umas quantas)

- Obrigada, Mãe! - responde orgulhoso.

- E agora?

- Vais fazendo isto até que consigas bater naquela coisa lá em cima para ganhar.

- Hum... E isso costuma demorar muito?

- Não, Mãe.

- És assim tão bom, Filho?

- Não, perco é muito 'pressa e 'pois não jogo mais!

Pistas difíceis

Há uns tempos comprámos ao Salvador um jogo que se chama Who am I?, uma versão do Jumbo do jogo Eu Sou?.

É aquele jogo em que cada jogador tem uma bandolete plástica na cabeça, na qual se coloca uma carta e, por meio de perguntas, tem de adivinhar o que está na carta: um animal, uma peça de vestuário, uma fruta, etc.. 

 

A versão do Jumbo, além de ser muito, mas muito mais barata que a original (custa cerca de 9 euros e não perto de 30...), ainda possibilita a aprendizagem da palavra em mais 10 línguas além do português, para aqueles cujos pais sabem ler alfabeto cirílico ou caracteres chineses (ou serão japoneses??? Whatever...).

 

Este sábado, enquanto o Pai assistia ao jogo Brasil - Chile, eu e o Salvador fomos jogar ao Who am I?.

 

Depois de ter trocado de lugar com ele e colocá-lo de costas para o Pai, - porque o Pai vai-lhe dando pistas, nas minhas costas, acerca da carta que ele tem na cabeça e acabam os dois numa batotice pegada e a rir que nem uns perdidos - o Salvador deve ter achado, pela minha cara, que eu devia estar em dia não e resolveu dar-me umas pistas para me ajudar a adivinhar as minhas cartas.

 

As pistas que ele me dava eram bastante difíceis, senão, adivinhem (e escrevam as respostas na área de comentários) que imagens é que as mesmas tinham:

  1. Parece uma maçã mas é um legume
  2. É redonda e para os jogadores de futebol jogarem com ela
  3. É uma bola com uma fita para um lado, uma fita para o outro e serve para ver as horas
  4. É para vestir na cabeça
  5. És um animal que está na água, tens um bico e fazes quá-quá

Comecei a sentir que mais valia não ter trocado de lugar com ele porque, com pistas destas, a batoteira era eu...