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O meu filho dava um livro...

... e vários filmes!!! Num elenco de luxo, temos como protagonista Salvador, nascido a 28.04.2010, em cenários da vida quotidiana. Registado no nosso dia-a-dia, por isso aconselha-se alguma prudência quando imaginar as cenas descritas: são bem reais..

O meu filho dava um livro...

... e vários filmes!!! Num elenco de luxo, temos como protagonista Salvador, nascido a 28.04.2010, em cenários da vida quotidiana. Registado no nosso dia-a-dia, por isso aconselha-se alguma prudência quando imaginar as cenas descritas: são bem reais..

Ser ou não ser... Eis a questão

A avaliação final do ano escolar 2013 /2014 do Salvador só nos foi entregue - por motivos que não interessam nada para este blog – na passada 2ª feira.

 

Sentei-me no sofá, depois de jantar, junto ao Salvador, a ler cuidadosa e detalhadamente a avaliação dos 7 professores / educadores de 8 das atividades dele (já tínhamos tido reunião com a terapeuta da fala…).

 

Eis quando me deparo com as observações da avaliação de Expressão / Educação Musical. Ponto a ponto , que é como quem diz, frase a frase:

 

  1. «O Salvador adora as aulas de música.» - Nada de novo para quem quer ser rockista;

 

  1. «Está sempre pronto a ajudar os colegas nas aulas.» - Felizmente que assim é e também não constitui grande novidade; 

    H.jpg

     

  1. «É uma criança muito responsável na sua função de “ajudante” do professor.» - Como foi que disse??? Responsável e ajudante, na mesma frase, e com respeito ao meu Filho????

 

  1. «Adora explorar os instrumentos tentando perceber como eles tocam.» - Que o digam os que ele já tentou desmontar… Mas sim, é muito curioso nesse sentido;

 

  1. «Adora canções com gestos.» - E, quando elas não os têm, saem à Mãe: inventa-os. Ficaram bem famosas as coreografias que eu e as minhas colegas de casa inventávamos no bar «Carocha»…. Ai, esperem, que isto não era para se dizer e muito menos aqui.

 

Em suma: não sabia que ele era responsável a ponto de ser ajudante de professor. Se andasse numa Universidade, seria um assistente.

Resolvi explorar.

 

- Oh, Pai – começo– Já leste o que o professor Daniel escreveu do Salvador?

- Não – responde o Pai – o que foi que ele disse?

 

Entretanto, o Salvador fingia – e mal – que não estava a seguir a conversa.

 

- Diz aqui que ele ajuda os amigos e que é o ajudante do professor…

- Filho, diz lá ao Pai e à Mãe:  é verdade?

- O quê? – Pergunta ele ao Pai, fingindo-se de desentendido…

- Que és o ajudante do professor de música?

- Não… - responde de forma displicente.

- Salvador – insisto eu – não como, se está aqui escrito?

- Ah é??

- Siimmm….

- Então, se calhar sou mesmo, se está aí escrito… É porque sou mesmo. 

 

Que modéstia, esta criança…