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E o prémio de melhor SP de todos os tempos vai para....

Registado pela Mamã, em 22.03.17

... Os amigos dos nossos filhos!!!!

São os melhores Service Providers / Serviço Público (SP's) do Mundo!!!!!

Pena que com validade limitada, é certo, mas já iremos a essa parte....

 

As razões para «os Melhores SP da Galáxia» valem ouro no coração das mães (ainda que muitas não tenham tomado consciência da importância da existência destes pequenos obreiros nas suas vidas):

 

1. Eles poupam-nos minutos preciosos ao final do dia quando, chegadas à escola, e en passant, disparam:

- O Salvador está na Sala de Estudo

- Está na Ludoteca

- Mãe do Salvador, é na sala de baixo do sótão... 

Acabou-se o perder tempo a ir de sala em sala: São 10 minutos desde que paro o carro até que volto a entrar nele com o meu filho a reboque. E isto porque deixo o carro longe da entrada da escola para fugir à confusão.

Claro que isto acontece comigo porque quase todos os amigos e conhecidos do Salvador me conhecem. Apesar de, mea culpa, eu não saber o nome de 90 por cento deles e outros nem saber ao certo como é que me conhecem....

Já o Pai do Salvador, quando o tem que ir buscar, é capaz de, uma ou outra vez, ter de fazer piscinas escola fora.

 

2. As mentiras têm pernas ainda mais curtas que o normal 

Eles não perdem uma oportunidade de contar os podres do dia dos amigos aos pais destes. Assim, em vez de termos um episódio de mau comportamento que só nos é revelado porque eles são uns Toni's e, de quando em vez, se descaem, sabemos tudo com tanto pormenor como se estivéssemos estado a assistir em 1ª fila.

E a maior vantagem de todas é que acabamos com um mínimo de 3 versões para o mesmo acontecimento: a do amigo, a da nossa cria e a da professora / educadora / auxiliar. E em todas, só o mau comportamento bate sempre certo. O resto, bom.... Detalhes!!!

 

3. Correm para nos contar as injustiças que, por vezes, os nossos filhos preferiam esconder 

As crianças odeiam injustiças. Não as suportam. E quando não conseguem ser os Vingadores para socorrerem os amigos na altura em que elas acontecem, "vingam-se" contando aos pais para que eles possam tomar uma atitude.

Queixam-se de quem lhes bate. De boladas propositadas em jogos amigáveis de futebol. De rasteiras e pequenas lutas. De que lhes "roubaram" brinquedos, cartas, cromos, o que for. 

E dão o corpo ao manifesto se estiverem em maioria, não importa o tamanho do «agressor».

Esclarecem em detalhe desesperante de minucioso qualquer situação em que consideram que as «autoridades escolares» foram injustas.

Perguntam-nos o que vamos fazer pelo nosso filho. Fazem com que nos sintamos envergonhados quando respondemos que «as coisas são mesmo assim».

Impotentes envergonhados por não sermos mais como eles. Desafiantes.

 

4. Fazem-nos sentir queridas e populares 

A minha manhã pode ser o maior stress até chegar à escola. Mas saio de lá sempre com o coração um pouco mais «quentinho». Porque as meninas me dão beijinhos e abracinhos; os meninos acenam-me e gritam-me "olá" e "bom dia" ainda que estejam a uns 100 metros de mim.

E recebem sempre o Salvador com grandes abraços. Como se tivessem passado a vida toda à espera dele.

E sentirmos que os nossos filhos têm amigos assim é uma sensação impagável. Um descanso para a alma inquieta de mãe sempre preocupada.

 

4. Arranjam-nos amigos especiais e queridos.... E vida social em barda!

Não somos de cá. Os nossos amigos-âncora de toda uma vida ficaram de onde saímos.

O Salvador nasceu aqui. É o nosso Special One, como o são todos os filhos para os seus pais. 

Mas saber reconhecer que os Special One's dos outros pais são também Special One's nas nossas vidas não é para todos.

A reboque das suas amizades, começamos a conviver com outros pais.

E desabafamos. E trocamos impressões e experiências.

E tornamo-nos amigos, não porque sim, mas porque gostamos dos pais como os nossos filhos gostam uns dos outros.

Temos encontros nem que seja nas festas de aniversários.

Tomamos café a correr na escola só para podermos pôr a conversa em dia.

Damos abraços quando sentimos que a outra mãe precisa.

Fazemos confidências. Inconfidências. Rimo-nos muito.

E sentimos saudades profundas quando os nossos filhos mudam de escola e nos encontramos menos vezes.

Fazemos «pool de mães»: temos uma cadeira a mais no carro para, quando outra mãe fica enrascada, os filhos virem connosco. Os nossos e os delas. Todos filhos. Todos Special One's.

 

 

O problema é que este prémio tem prazo de validade.

Ainda que os pontos 3 e 4 possam não sofrer grandes alterações (excepto na efusividade dos cumprimentos matinais), certo é que, mal cheguem à adolescência, os pontos 1, 2 e 3 sofrem uma mudança de 180 graus:

 

1 - Não sabem onde está o amigo, muito menos com quem ou a fazer o quê. E isto tudo enquanto enviam um SMS a avisar que «a tua mãe anda à tua procura».

 

2 - Acabam por ser coniventes com as mentiras. E, se for preciso, ajudam a criá-las, não vá o amigo não ter imaginação suficiente para inventar uma que passe por verdade absoluta.

O lema passa a ser «tapa a minha careca que eu tapo a tua»....

 

3 - Raramente contam o que quer que seja. E, se se armam em Vingadores, o normal é a "coisa" acabar verdadeiramente mal para alguém. Ou para alguns, pelo menos.

 

Não podem ficar com esta amizade-ingenuidade dos 6 / 7 anos para sempre, please???

Cresçam só no resto, que já estou com saudades....

 

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Ser ou não ser... Eis a questão

Registado pela Mamã, em 02.10.14

A avaliação final do ano escolar 2013 /2014 do Salvador só nos foi entregue - por motivos que não interessam nada para este blog – na passada 2ª feira.

 

Sentei-me no sofá, depois de jantar, junto ao Salvador, a ler cuidadosa e detalhadamente a avaliação dos 7 professores / educadores de 8 das atividades dele (já tínhamos tido reunião com a terapeuta da fala…).

 

Eis quando me deparo com as observações da avaliação de Expressão / Educação Musical. Ponto a ponto , que é como quem diz, frase a frase:

 

  1. «O Salvador adora as aulas de música.» - Nada de novo para quem quer ser rockista;

 

  1. «Está sempre pronto a ajudar os colegas nas aulas.» - Felizmente que assim é e também não constitui grande novidade; 

    H.jpg

     

  1. «É uma criança muito responsável na sua função de “ajudante” do professor.» - Como foi que disse??? Responsável e ajudante, na mesma frase, e com respeito ao meu Filho????

 

  1. «Adora explorar os instrumentos tentando perceber como eles tocam.» - Que o digam os que ele já tentou desmontar… Mas sim, é muito curioso nesse sentido;

 

  1. «Adora canções com gestos.» - E, quando elas não os têm, saem à Mãe: inventa-os. Ficaram bem famosas as coreografias que eu e as minhas colegas de casa inventávamos no bar «Carocha»…. Ai, esperem, que isto não era para se dizer e muito menos aqui.

 

Em suma: não sabia que ele era responsável a ponto de ser ajudante de professor. Se andasse numa Universidade, seria um assistente.

Resolvi explorar.

 

- Oh, Pai – começo– Já leste o que o professor Daniel escreveu do Salvador?

- Não – responde o Pai – o que foi que ele disse?

 

Entretanto, o Salvador fingia – e mal – que não estava a seguir a conversa.

 

- Diz aqui que ele ajuda os amigos e que é o ajudante do professor…

- Filho, diz lá ao Pai e à Mãe:  é verdade?

- O quê? – Pergunta ele ao Pai, fingindo-se de desentendido…

- Que és o ajudante do professor de música?

- Não… - responde de forma displicente.

- Salvador – insisto eu – não como, se está aqui escrito?

- Ah é??

- Siimmm….

- Então, se calhar sou mesmo, se está aí escrito… É porque sou mesmo. 

 

Que modéstia, esta criança…

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E depois das letras... Os números

Registado pela Mamã, em 30.09.14

Hoje o recado que vinha da escola dizia assim: «Fizemos uma ficha com números de 1 a 10. (...) Fizemos uma ficha com a letra A.»

 

Fiquei a olhar. Num misto de... Alegria e pasmo.

 

Ele já faz os números de 1 a 10.

Escreve-os com aquela mãozinha que há tão pouco tempo desaparecia quase até ao cotovelo dentro da minha...

 

- Fizeste uma ficha de números até 10?

- Hum, hum... - estávamos a jantar e ensinámos-lhe que não se fala de boca cheia. Mas eu não consegui esperar que ele engolisse.

- E gostaste?

- Hum, hum...

- E conseguiste fazer tudo?

- Hum, hum... - Chiça, que nunca mais acaba de engolir!!!

- E pediste ajuda à Marina?

- Nhãaa!!! - YESSS!!!! Engoliu!!

- Espera um bocadinho e conta ao Pai e à Mãe!

- E os amiguinhos também conseguiram todos fazer a ficha? - pergunta o Pai.

- Sim.

- E tu fizeste os números bem?

- Sim, a Marina até disse a mim «Dá cá mais cinco»!!!

 

Fiquei feliz.

Por ele, pelos amigos e pelo excelente trabalho que a Marina e a Júlia desenvolvem com eles.

 

E depois fui reler a informação de hoje outra vez...

 

«O nosso Salvadocas é muito desenvolvido e inteligente, aprende tudo à primeira. E, assim que aprende, gosta de ajudar os amigos... Mas sempre assim foi, desde muito pequenino =)

É um às na matéria =)...

Muito amigo dos amigos, desde o mais caladinho ao mais extrovertido... Como bem o disse (na avaliação), é um bom líder de grupo =) (...)».

 

Sim, sou uma Mãe muito babada e orgulhosa do meu rebento!!!!

 

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... e vários filmes!!! Num elenco de luxo, temos como protagonista Salvador, nascido a 28.04.2010, em cenários da vida quotidiana. Registado no nosso dia-a-dia, por isso aconselha-se alguma prudência quando imaginar as cenas descritas: são bem reais..



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